O Ministério Público deduziu acusação contra Paulo Queimado, antigo presidente da Câmara Municipal da Chamusca, e Joaquim Garrido, ex-presidente da assembleia municipal, por alegado abuso de poderes em contratos de edição de livros celebrados pela autarquia.
Segundo a acusação, os contratos de edição foram adjudicados à empresa Zaina Portugal, ligada a Rita Garrido, filha de Joaquim Garrido, que depois subcontratou a Garrido Artes Gráficas, empresa do próprio Joaquim Garrido. Este esquema teria permitido contornar a proibição legal que impedia Garrido de contratar diretamente com a câmara.
Os negócios em causa reportam-se a 2020, 2021 e 2022, com adjudicações de 18.825 euros em 2020, 18.825 euros em 2021 e 11.792,45 euros em 2022, totalizando, com IVA, mais de 50 mil euros. O Ministério Público imputa aos arguidos a violação dos deveres do Estatuto dos Eleitos Locais e aponta um prejuízo para o município na ordem dos 30.617,45 euros.
Com base em informação de O Mirante, via O Mirante.
