Seis meses depois da tempestade Kristin e das cheias no Tejo, a Câmara Municipal de Mação considera ultrapassada a fase mais crítica da recuperação, embora reconheça que persistem intervenções pendentes em infraestruturas, edifícios municipais e redes de comunicações.
O presidente da autarquia, José Fernando Martins, afirmou que o concelho regressou, de forma geral, à normalidade, ressalvando que ainda há problemas por resolver. O principal constrangimento está nas telecomunicações, com postes partidos e cabos ainda espalhados pelo chão, uma demora que o autarca critica. A rede elétrica encontra-se praticamente restabelecida, subsistindo algumas linhas provisórias e postes por substituir.
Na floresta, sobretudo na zona norte do concelho, permanecem milhares de árvores caídas em propriedades privadas, embora os caminhos florestais já tenham sido limpos. O município estima cerca de 5,8 milhões de euros em prejuízos no património municipal, juntas de freguesia e associações, considerando insuficiente o adiantamento de aproximadamente 600 mil euros recebido. Os apoios chegaram à generalidade das habitações permanentes, mas algumas segundas residências ficaram fora das linhas de financiamento.
A falta de empreiteiros e de mão de obra especializada é apontada como um dos principais entraves. O autarca defendeu mais investimento em proteção civil e em infraestruturas resilientes, nomeadamente sistemas alternativos de energia e comunicações e a substituição progressiva de redes aéreas por infraestruturas subterrâneas nas zonas mais vulneráveis. Como exemplo positivo, destacou que as faixas de gestão de combustível facilitaram a rápida desobstrução das estradas e o restabelecimento dos acessos às aldeias durante a tempestade.
Com base em informação da Mediotejo.net.
