A Secção Regional dos Açores da Ordem dos Arquitetos apontou a ausência de uma estratégia de desenvolvimento para as freguesias limítrofes e periféricas na proposta de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Ponta Delgada.
Segundo a Ordem, a proposta concentra 12 unidades operativas de planeamento em áreas urbanas centrais, cerca de 100 hectares, ignorando as dinâmicas de urbanização em freguesias da costa norte como Capelas, São Vicente Ferreira e Fenais da Luz. Os arquitetos criticaram ainda que o plano não prevê novas áreas verdes, limitando-se a identificar os equipamentos já existentes, sem contemplar a expansão territorial ou a criação de novos equipamentos. Como recomendações, defenderam a revisão da classificação dos solos urbanos nas freguesias rurais e a elaboração de Planos de Pormenor de Salvaguarda para os núcleos com património classificado, invocando a estratégia europeia "Direito a Ficar".
Em resposta, o presidente da Câmara, Pedro Nascimento Cabral, defendeu que o PDM deve disponibilizar, dentro do quadro legal em vigor, o máximo de área possível para a construção de habitação, de forma a aumentar expressivamente a oferta habitacional no concelho.
Informação da Câmara Municipal de Ponta Delgada, via Açores 9.
