Meio ano depois de anunciado o encerramento das urgências de obstetrícia dos hospitais de Vila Franca de Xira e do Barreiro, os autarcas dos concelhos afetados afirmam continuar sem acesso ao estudo que serviu de base à decisão.
Os presidentes de câmara de vários municípios da margem sul e da Lezíria do Tejo, entre os quais Vila Franca de Xira, Alcochete, Alenquer, Almada, Barreiro, Montijo e Setúbal, mantêm-se contra o fecho, argumentando que representam em conjunto cerca de 1,3 milhões de habitantes. A exigência central é a divulgação pública do documento, "em nome da transparência".
A 6 de agosto, os autarcas reuniram-se com Adalberto Campos Fernandes, coordenador do Pacto para a Saúde, no Palácio da Cidadela, em Cascais. Na ocasião, foi proposta a criação de comissões de acompanhamento para avaliar o impacto do encerramento e monitorizar os novos serviços de urgência obstétrica na região. Os presidentes de câmara sublinham, no entanto, que o encaminhamento de grávidas para Loures não responde adequadamente às necessidades das populações que servem.
Com base em informação de O Mirante, via O Mirante.
