A Câmara Municipal da Calheta, na ilha de São Jorge, vai gerir em 2026 um orçamento de 12,3 milhões de euros, um valor superior em 2,8 milhões ao de 2025, que foi de 9,5 milhões. O aumento está associado ao aproveitamento integral de fundos afetos ao Programa Operacional 2030, ao PRORURAL e ao Programa de Apoio ao Acesso à Habitação — 1.º Direito.
Segundo o presidente da autarquia, António Viegas Sousa, trata-se de "um orçamento de investimento, de apoio e de foco prioritário às famílias" e às instituições associativas do concelho, com o objetivo de incrementar a economia local, criar emprego e travar o envelhecimento populacional através da fixação de jovens.
O plano de investimentos contempla o arranque da obra do Mercado Municipal e a execução do projeto da "frente-mar" da vila, orçado em cerca de três milhões de euros e resultante de um contrato ARAAL com o Governo Regional. Estão ainda previstas melhorias na captação e no abastecimento de água e intervenções de eficiência energética em edifícios camarários. No plano fiscal, o município mantém a devolução total da participação variável do IRS (5%), a taxa mínima do IMI e a ausência de derrama.
O orçamento e o plano de investimentos foram aprovados por maioria, sem votos contra, tanto na Câmara como na Assembleia Municipal, com o voto favorável do PSD e a abstenção do PS e da CDU.
Com base em informação do Açoriano Oriental e do Jornal Açores 9.
